quinta-feira, 4 de março de 2010

Não sabemos a força que temos

Está tudo errado. Estamos sem dinheiro, ninguém nos ajuda, a cidade não se mobiliza, a torcida não comparece. O que fazer?

A Ferroviária, mesmo com uma história repleta de conquistas e ídolos, tem nos fornecido momentos de frustração e extrema dificuldade nos últimos anos. Está difícil torcer. São raros os lampejos de bom futebol que fazem lembrar nossos memoráveis atletas - ultimamente encontramos um time com profissionais dedicados ao clube, porém nós sabemos (e eles também), que precisamos de muito mais.

A história nos conta que nossas conquistas sempre vieram com muita luta, devoção e uma grande dose de sacrifício. Nunca foi fácil ser parte da Ferroviária, e agora não será diferente. Não é hora de reclamarmos e esperarmos que a solução venha dos céus. Precisamos fazer algo.

É notório que as últimas direções tiveram divergências. É natural, todos queremos o bem daquilo que amamos. Porém é momento de uma reaproximação; precisamos nos unir para montar um projeto que mobilize a todos, que seja administrado por cada araraquarense que se arrepia quando o time entra em campo.

É hora de utilizar a força da nossa cidade, do nosso clube e mais do que nunca, da nossa torcida. Que cada um mostre a sua participação e comprometimento com a nossa Ferroviária, e a história nos mostra; sempre tivemos um(a) torcedor(a) fiel e lutador(a). Cada cidadão tem um papel extremamente importante neste momento. A Ferroviária é um dos nossos maiores patrimônios e precisamos defendê-lo. É necessário continuar a nossa história, é hora de provar que conseguiremos voltar ao nosso lugar, porém isso só se tornará possível conclamando a arquibancada.

Ainda não sabemos a força que temos. É necessário abrir o clube para o povo e fazer um sócio torcedor com benefícios tangíveis e que realmente permita a participação. Precisamos de uma estratégia efetiva de comunicação e marketing que procure mobilizar vários setores da sociedade para juntos restabelecermos a credibilidade deste clube. Sempre soubemos que a Ferroviária tem um nome forte, porém nunca o trabalhamos como uma marca.

Não podemos depender de caridade esporádica. Torna-se necessário criar uma estrutura administrativa que não sofra com instabilidades políticas. Um clube com essa história não pode ser vulnerável, não pode se desvalorizar. Precisamos de todos aqueles que querem o bem desta instituição, vamos corrigir os erros do passado e nos unir, pois somente assim descobriremos a nossa força.

Este é o momento. Acabamos de inaugurar uma arena digna da Ferroviária e, agora, só depende de nós a construção de um futuro digno de nosso passado.

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